domingo, abril 21, 2013

Mais Um Besteirol



O relógio marca a chegada do dia 21 de abril. Já é domingo e eu escrevendo mais um texto sobre mais um besteirol protagonizado pelo segmento evangélico brasileiro. Estão promovendo um boicote à Rede Globo de Televisão. Quem for crente não deve assistir o canal durante todo o Dia de Tiradentes. O motivo, segundo as postagens que vejo no Facebook são: A Globo zomba dos evangélicos e atenta contra a moralidade. O objetivo: Fazer com que a emissora sinta a baixa do IBOPE e veja a influência desse segmento religioso, que tem crescido cada vez mais, já somando 22% da população em todo país.

Ficar um domingo sem assistir TV, dia em que estão enfurnados dentro das igrejas, é mole. Quero ver as irmãzinhas ficarem sem ver a novela durante a semana inteira. Sinceramente, besteirol é a palavra mais amena que eu encontrei pra adjetivar essa postura tão infantil. Será que esse caminho é o que deve ser trilhado para “mostrar a influência” que se tem? Não seria melhor usá-la para promover algo mais significativo? Como por exemplo: O Evangelho do Reino, ao invés de produtos “Selo Gospel de Qualidade”.

A Globo tem uma audiência fraca amanhã, mas e depois? Hoje mesmo, pelo menos aqui na Região Metropolitana de Recife ela bombou. Foi só exibir o Festival Promessas para que o Canal 13 ficasse ligado ao mesmo tempo em que choviam postagens do tipo: “Diante do Trono cantando na Globo”, “Vai começar Oficina G3”. Além de assistir a programação, o pessoal através das redes sociais faziam a divulgação e assim mais pessoas sintonizavam o “plim-plim”. Então o jogo é assim: Promove-se a emissora num dia e no outro boicota. Realmente, faz todo sentido. É absurdamente lógico.

Engraçado é que a emissora dos Marinhos tem promovido o cenário gospel e sempre leva artistas desse segmento para seus programas. Quantos não assistiram a participação pífia do Thalles no Esquenta e acharam uma benção? Um programa horroroso, onde o cantor/pastor falou sobre um evangelho superficial e no fim todo mundo sambou em nome de todos os deuses e santos, incluindo o próprio Samba, exaltado a categoria de divindade pela apresentadora Regina Casé. Pelo visto, a influência evangélica é comprada muito barato. Basta contratar um artista gospel para começar a histeria geral. E Jesus fica como nisso tudo?

Simples, Jesus é ocultado. Sua palavra não é pregada e questões bem rasas são defendidas. O Evangelho não se resume a um refrão de música ou frases de efeito. Tampouco se trata de um emaranhado de leis proibitivas. Evangelho é liberdade. É consciência. É ética. Não faz conchaves por audiência. Não almeja os holofotes. Nunca foi e não pretende agradar a todos e nem a maioria. Hoje, se assistirei a Globo ou não é irrelevante. Mostro minha influência através de atos de amor, que me fazem conhecido como discípulo daquele que é o Amor encarnado. Devo viver o que prego e o que canto. Devo boicotar a corrupção e a hipocrisia inserida no seio de nossas igrejas e denunciar esse “mercado da fé” que é um pecado hediondo. Vamos levar Jesus mais a sério e amadurecer nas questões do Reino. Sem mais.

3 comentários:

  1. Acho digno fazer um filme cujo título seria: Mais um besteirol Gospel Brasileiro.




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  2. muito bem escrito...é muita palhaçada mesmo...

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