sábado, dezembro 21, 2013

A Morte e A mídia



Hoje ao sair do trabalho uma pessoa me abordou e estava escutando Reginaldo Rossi em seu aparelho celular (sem fones de ouvido). Chego em casa e um vizinho escuta o Rei do Brega na maior altura. Abro o facebook e muitos usuários postam o vídeo de “Garçom” ou “Leviana”. Saí da casa da minha noiva e numa das ruas transversais está tocando quem? Pois é...só da Rossi. A morte e a mídia sempre se entenderam muito bem.

Não estou aqui julgando a arte do cantor de brega, que infelizmente veio a falecer. Falo da população que igual a sua música, é bem leviana. Antes da morte anunciada, não lembro quando foi a última vez que ouvi uma pessoa escutar uma canção do Reginaldo. Quase ninguém mais escutava o cara, pois o que se escuta é o que está nas paradas de sucesso. Os top-tops da última semana. Como diz um velho ditado: “O rei reinava, mas não governava”.

É sempre assim, basta morrer e todo mundo vira fã. Foi assim com o Chorão, que de tão esquecido estava deprimido. Depois que partiu dessa pra uma outra, chovia suas letras nas redes sociais, assim como exageros ao apresenta-lo como um gênio. Bem mais recente, Paul Walker não passava do “carinha do Velozes e Furiosos”. É tanto que teve quem postasse a foto de Vin Diesel seguida de #Luto.

Homenagear um artista querido é natural e bem vindo. Com toda certeza, ao longo de décadas muitos se tornaram fãs do Reginaldo Rossi. Sua popularidade é inquestionável. Todavia, estava em declínio imêmore. Esse pessoal “pagando de fã” é tão verdadeiro como um bolo de notas de R$ 200 guardado num banco que não cobra juros. 

A mídia dita as regras e nos diz até por quem devemos chorar. Nem mesmo a morte escapa de seu controle. É isso caro Rossi: Não é apenas no bar que todo mundo é igual...R.I.P.


2 comentários:

  1. É pau mesmo! Como a eleição de Geraldo Júlio, a adoração pelo MMA / UFC e a palavra foco. Tem gente que só dsfruta o que está à mostra nas vitrines principais. E consome sem refletir. :/

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